Considerado o material mais leve, forte e fino já descoberto pela humanidade, o Grafeno só conseguiu ser produzido de fato em 2004. A extração do elemento poderoso empolgou cientistas e pesquisadores com a infinidade de tecnologias que poderiam ser desenvolvidas. Quinze anos depois deste primeiro contato, existem adesivos que usam o componente para detectar sinais vitais e baterias flexíveis feitas com o composto. Invenções estranhas também estão são surgindo, como essa caixa de vidro com uma parede de Grafeno que toca The Doors e Led Zeppelin a partir de raios luminosos (sim, isso existe).
Dentro do cubo isolado acusticamente, raios de luz branca são disparados nessa finíssima esponja de Grafeno. Um programa de computador converte a luz absorvida e emite um pequeno ruído. Lá dentro, um microfone de alta precisão captura as notas musicais e reproduz em auto-falantes posicionados logo ao lado da caixa. Quem vê a peça de fora pode escrutar a música Light My Fire, do The Doors, sendo tocada de maneira distorcida.
Veja:
Esse negócio foi a segunda coisa mais maluca que eu vi no #MWC19: é uma esponja feita de grafeno tocando The Doors a partir de raios de luz.
Só perdeu pra essa mesma esponja tocando Led Zeppelin, logo na sequência. pic.twitter.com/MX1B82HgeP
— Raphael Hernandes (@hernandesraph) March 1, 2019
O protótipo está sendo exibido em Barcelona, na Mobile World Congress, e gerou burburinho entre os visitante. Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo, o item é fruto de uma pesquisa da Graphene Flagship, uma aliança da União Europeia que estimula a criação de produtos comercializáveis feitos de grafeno.
A ideia é que essas esponjas finas cubram paredes inteiras e funcionem como caixas de som incluídas no ambiente. A luz que atinge a esponja não precisa ser visível ao olho humano, então — quando a tecnologia chegar ao mercado — sua sala não se transformará em uma boate, ressalta o pesquisador responsável pela façanha em entrevista à Folha.
A Graphene Flagship tem diversos outros protótipos em desenvolvimento, como tintas sensíveis ao toque, condutores de eletricidade, baterias flexíveis (que serão muito úteis para os celulares dobráveis), detectores de variação de pressão, caixas de som e detectores de raio UV.
Todos esses produtos, entretanto, não tem previsão para chegarem ao mercado. O fone de ouvido MediaDevil Artisanphonics CB-01 Nanen é o único item que já está sendo comercializado; o produto de 50 euros (R$ 214) usa o elemento no interior dos circuitos — deixando a estrutura mais leve e com um som melhor.
Fonte: Jovem Nerd