Nero, um dos mais famosos imperadores de Roma, era conhecido por suas grandes extravagâncias e festas exageradas.
No século 15, foi descoberto um grande palácio enterrado próximo ao Coliseu. A construção ficou conhecida como Domus Aurea, a Casa de Ouro, e depois de muitos estudos soube-se que o local era descrito como a “casa dos prazeres” de Nero, tendo 300 cômodos (e nenhum quarto).
Construído em 64 d.C., o Domus Aurea foi enterrado pelos sucessores de Nero, que viam no palácio um símbolo de toda a depravação moral do antigo Imperador, já que o local era cenário de grandes orgias organizadas pelo líder. Durante as festividades, relatos apontam que o Nero empalava e queimava cristãos, usando o fogo como uma iluminação temática para seus eventos.
O departamento de arqueologia do governo italiano anunciou que foi descoberta uma câmara escondida no Domus Aurea. Batizado de “Sala da Esfinge”, presume-se que o cômodo servia como uma espécie de cofre para guardar as obras de arte do Imperador. Nas paredes, foram encontradas pinturas de seres mitológicos, incluindo uma esfinge e um fauno.

As pinturas são assinadas por Famulus, um dos poucos artistas da antiguidade que foram identificados.
Os arqueólogos consideram o Domus Aurea exagerado até mesmo para os padrões dos imperadores romanos. Uma descoberta inusitada que foi feita no sítio é a de uma sala de banquetes com um mecanismo circular que fazia com que as mesas girassem em torno do centro do cômodo, onde Nero sentava, fazendo com que os convidados orbitassem o imperador da mesma maneira que os planetas giram em torno do Sol.
Acredita-se que o Grande Incêndio de Roma foi ordenado por Nero para que se abrisse espaço para a construção do Domus Aurea.
Fonte: Jovem Nerd