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Burn-in em Monitores QD-OLED: Análise Após 8.000 Horas de Uso

Teste revela os efeitos do burn-in em monitores QD-OLED após 8.000 horas, destacando a formação de linhas verticais e queda no brilho.

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Burn-in em Monitores QD-OLED: Análise Após 8.000 Horas de Uso
Créditos: Reprodução/TechSpot

Um teste realizado por 30 meses com o monitor MSI MPG 321URX, um modelo QD-OLED de 32 polegadas, revelou como o fenômeno de burn-in pode impactar a performance do display. Após cerca de 8.000 horas de uso, os resultados mostram uma linha vertical nítida no centro da tela e uma redução de 5% no brilho, além de uma diminuição na qualidade de imagem geral.

A Linha Vertical e o Burn-In Inverso

Durante o teste, o monitor foi utilizado intensivamente para trabalho, com uma média de 8 a 10 horas diárias a uma luminosidade de 200 nits. O resultado foi a formação de uma linha vertical, que se caracteriza como burn-in inverso: as partes claras da tela sofreram mais desgaste que as partes escuras, evidenciando uma divisão visível nas janelas abertas.

Burn-in em Monitores QD-OLED: Análise Após 8.000 Horas de Uso
A linha vertical no centro, em 6, 18, 24 e 30 meses, em fundo cinza escuro. Foto: Reprodução/TechSpot

Queda no Brilho e Mudança na Temperatura de Cor

O brilho máximo do monitor caiu consistentemente de 243 nits em 18 meses para 231 nits atualmente, representando uma queda total de 5%. Observou-se também um aumento na temperatura de cor, que saiu de 6.440 K para 6.292 K ao longo do período. Essa mudança pode afetar a qualidade visual em comparação com o desempenho original do monitor.

Burn-in em Monitores QD-OLED: Análise Após 8.000 Horas de Uso
A barra de tarefas também aparece, por burn-in inverso, nas quatro etapas. Foto: Reprodução/TechSpot

Impacto no Uso Diário

O teste mostrou que o uso contínuo e intensivo de elementos fixos na tela tem um efeito cumulativo que pode ser problemático para os usuários de QD-OLED em contextos de trabalho. A linha que se formou e a diminuição geral na qualidade de imagem demonstram que monitores OLED, embora incríveis em qualidade de cor e contraste, exigem cuidados especiais para preservar sua integridade ao longo do uso.

Considerações Finais

Nos testes do TechSpot, mesmo com as evidências de burn-in, o monitor ainda “não está destruído”. Para usuários que se dedicam a jogos e entretenimento, é provável que o burn-in seja menos impactante com o uso de modos escuros e evitando deixar elementos fixos na tela por períodos prolongados. Monitores mais novos com melhorias na tecnologia emissiva também podem apresentar maior resistência ao burn-in.

Crédito da imagem: divulgação/reprodução

Noah Campos

Campeão de eSports

Eu adoro jogos de simulação, principalmente que envolve distruição e explosões! Meus favoritos são BeamNG, Fireworks Mania e Teardown! Jogo no meu PC ou PS5!