Mesmo com o aumento do reconhecimento e a profissionalização dos esports, os jogadores não escapam de comentários negativos e preconceito por parte de pessoas que só reconhecem os esportes tradicionais como algo válido.
Nesta semana, Marion Kaplan, conselheira do Flamengo, usou suas redes sociais para atacar o time de League of Legends do clube. Segundo ela, o rubro-negro estava “divulgando um nerd da pior espécie”. Ao ser confrontada, ela repetiu o que disse e ainda adicionou ofensas sobre pessoas com transtorno do espectro autista.

Após receber diversas críticas aos seus comentários, Marion voltou a usar as suas redes sociais para dizer que pretende “extirpar” League of Legends do clube. Pouco tempo depois, o perfil de Twitter da conselheira do Flamengo foi bloqueado por conta da repercussão negativa.
Em entrevista ao SportTV, Marion disse que seus ataques foram motivados pela atenção que o esporte eletrônico recebe em relação a outras modalidades.
Estou de saco cheio. Fui visitar o futebol feminino fiquei envergonhada. O Flamengo não faz nada por elas, sequer dá assistência médica. Agora eu fiquei com “raiva” [com a repercussão]. Não é esporte, vai contra o estatuto. Não me arrependo de ter falado desta forma. Eu sei que muitos são autistas, minha família é de psicanalistas. Acharam que era preconceito, mas é verdade.
Apesar do preconceito demonstrado, não há nenhuma correlação entre autismo e esports. Além disso, nem autismo, nem outros tipos de transtornos impedem que pessoas pratiquem esportes mais tradicionais, se elas assim desejarem.
O projeto do Flamengo no setor de esports começou no fim do ano de 2017 e tem um orçamento independente. Segundo os dirigentes, a modalidade é autossustentável.
Atualmente, o Flamengo eSports está liderando o CBLoL, o campeonato Brasileiro de League of Legends, com 13 pontos.
Fonte: Jovem Nerd