No dia 9 de setembro, a Square Enix lançou de surpresa a versão nativa de Crisis Core – Final Fantasy VII – Reunion para o Nintendo Switch 2. Essa nova versão, quase quatro anos após a chegada do jogo ao primeiro Switch, não só aumenta o catálogo do novo console, mas também coloca uma parte crucial da história de Final Fantasy VII ao lado de Remake e Rebirth na plataforma da Nintendo.
Além de conferir melhorias técnicas, a pergunta que fica é: até que ponto o Switch 2 eleva a experiência desse clássico? Vale a pena embarcar (ou retornar) na história de Zack Fair nesta nova edição?
Um legado que remonta ao PSP
O Crisis Core original foi lançado no PSP no Japão em 13 de setembro de 2007, marcando o décimo aniversário de Final Fantasy VII. Na época, ele trouxe uma edição limitada que incluía um PSP-2000 personalizado, mas para muitos, conhecer a narrativa de Zack significava ter um PSP à mão.
Com Crisis Core – Final Fantasy VII – Reunion, lançado em 2022, a experiência foi modernizada com gráficos refeito, sistema de combate renovado e diálogos dublados. A versão do Switch 2 mantém o mesmo conteúdo, mas apresenta mudanças significativas na performance.
Novidades gráficas e de desempenho no Switch 2
Quem está à espera de novos conteúdos em Crisis Core – Reunion para o Switch 2 deve manter as expectativas sob controle. O destaque fica na melhoria técnica. Enquanto a versão do primeiro Switch operava a 720p e 30 FPS, a nova versão oferece duas opções gráficas: modo Desempenho (60 FPS com resolução reduzida) e modo Gráficos (30 FPS com maior definição).
A escolha entre esses modos transforma consideravelmente a jogabilidade, especialmente em um título que valoriza um combate em tempo real. Os 60 FPS acabam por deixar os ataques e a movimentação bem mais fluidos, enquanto o modo Gráficos melhora a apresentação visual, principalmente durante sessões na TV.
A experiência de jogar e as diferenças visuais
Ao comparar as duas versões, as melhorias são imediatamente visíveis. Os personagens ganham mais clareza e detalhes, algo que não era possível com a versão original do Switch. No entanto, permanece evidente que Crisis Core ainda é um título conceitualmente ligado ao PSP, com zonas pequenas e uma estrutura de missões repetitivas.
A versão do Switch 2 adiciona um toque moderno, mas não transforma o jogo em um lançamento de nova geração. No entanto, a fluidez e a escolha de modos tornam a experiência muito mais agradável.
Combate e jogabilidade
O combate foi modernizado em relação ao jogo original, e a jogabilidade em 60 FPS apenas aprimora essa mudança. A fluidez aprimorada favorece o sistema de batalha em tempo real, tornando os atalhos e ações mais responsivos. Contudo, o familiar DMW (Digital Mind Wave) continua presente, adicionando um elemento de incerteza ao combate, uma característica interessante para quem aprecia um desafio.
A questão dos dados salvos e atualizações
Um ponto a ser observado é que a Square Enix decidiu não oferecer um pacote de atualização para quem possui a versão anterior no Switch. Isso significa que os jogadores precisarão comprar o jogo novamente para acessar as melhorias e, além disso, os dados salvos não são compatíveis entre as versões.
Esse detalhe pode desanimar aqueles que completaram a campanha no Switch original, mas oferece uma nova oportunidade para novos jogadores terem a melhor experiência possível dos eventos que cercam Zack Fair e sua relação com o universo de Final Fantasy VII.
Vale a pena jogar Crisis Core no Switch 2?
A conclusão permanece clara: quem deseja explorar o legado de Final Fantasy VII deve considerar Crisis Core como uma parte essencial dessa jornada. A edição do Switch 2, com seus modos de desempenho, eleva a jogabilidade e é recomendada para novos jogadores. No entanto, quem já jogou a versão anterior deve avaliar se as melhorias justificam uma nova compra.
Para novos jogadores, a narrativa embrace e as relações emocionais entre os personagens conferem a Crisis Core uma importância renovada. No Nintendo Switch 2, temos a melhor versão portátil dessa história até agora, e torna-se quase imprescindível para quem deseja compreender o universo de Final Fantasy VII antes de avançar nas suas novas aventuras.
