Na semana passada, mais precisamente no dia 17, o vídeo blogger Matt Watson postou 20 minutos de uma investigação pessoal que expôs uma “rede de pedófilos” que explora os algoritmos do YouTube na “caça” aos seus alvos. Os criminosos encontram vídeos de crianças e marcam nos comentários os fragmentos em que elas estão em posições sexualmente sugestivas — pelo menos nas mentes deles.
A coisa toda ficou tão escancarada que os próprios membros dessa comunidade doentia passaram trocar outras mensagens nos próprios comentários, indicando outros conteúdos; e até mesmo criaram seus canais com esse tipo de conteúdo. Como o YouTube foi construído para sugerir material semelhante ao que você viu, a plataforma foi acusada de facilitar a ação dessas pessoas, sem qualquer restrição a esse tipo de comportamento.
Como exemplo, Watson mostra os minutos de vídeo marcados como destaque pelos pedófilos. Fonte: YouTube
A exposição de Watson viralizou mundo afora e comoveu milhares de pessoas, que vêm criticando o serviço da Google por não combater adequadamente essa “rede de pedofilia” — “Youtube is Facilitating the Sexual Exploitation of Children, and it’s Being Monetized (2019)” tem quase 2 milhões de visualizações.
O boicote nos anúncios e a resposta do YouTube
Nesta quarta-feira (20), o Bloomberg afirmou que várias companhias, como a Walt Disney e a Nestlé, pararam de destinar suas verbas para anúncios no YouTube. A Epic Games e a Oetker também paralisaram suas campanhas de marketing na plataforma da Google.
A reação do YouTube foi imediata. Uma porta-voz afirmou que a verba monetizada com os canais que expõe crianças em poses sexualmente sugestivas gira em torno de US$ 8 mil e que esse valor será todo reembolsado para as equipes de marketing.
O YouTube também encerrou as atividade de mais de 400 canais e deletou dezenas de milhares de comentários da “rede de pedófilos”. A companhia adiantou que “continua aumentando a equipe para manter as pessoas seguras” e que o episódio vem sendo documentado para aplicação da lei, de acordo com a legislação federal.
Fonte: Tecmundo