Os principais anunciantes de imóveis ou quartos na plataforma Airbnb são profissionais, mostra levantamento feito pela Folha de SP. Entre os 10 maiores anunciantes em São Paulo e Rio de Janeiro, oito deles são empresas que administram até 157 imóveis, uma realidade distante de uma “pessoa física” que estaria por trás do anúncio.
De acordo com a Folha, foram analisados 26 mil anúncios em ambas as cidades, durante os dias 14 de fevereiro e 15 de abril.
Como funciona
Os proprietários de imóveis no Airbnb são abordados por empresas que oferecem serviços para cuidar de toda a burocracia de divulgação e cuidados com o local, como manutenção, check-in e check-out de visitantes. Pelo trabalho, as empresas pedem entre 15% e 25% do que ganha o proprietário.
Quem são essas empresas? Segundo o levantamento, estão envolvidas agências de turismo, firmas de apoio administrativo e imobiliárias.
Regulamentação
Um dos pontos que setor hoteleiro indica como algo negativo do Airbnb é que a plataforma não segue as mesmas regras a exigências a que ele é submetido. Por exemplo, o setor aponta que cerca de 40% do valor da diária em hotéis é voltado para impostos e tributos.
Os altos impostos podem estar relacionados ao movimento de empresas migrando para o Airbnb. Por outro lado, a plataforma, de forma oficial, discorda e acredita que “apenas facilita o contato entre proprietários e interessados nos aluguéis por temporada”, diz para a Folha.
Representantes de imobiliárias também foram contatados pelo jornal e afirmam que anunciantes profissionais, Airbnb e similares deveriam ter o registro como corretores de imóveis (Creci), o que obrigaria o pagamento de uma taxa de R$ 633 e anuidade que pode chegar a R$ 2.533 em São Paulo, por exemplo.
O Brasil ainda não possui uma regulamentação específica sobre o tema.
Fonte: Tecmundo