Tecnologia

Facebook sofre pressão para deletar grupos que vendem estrelas na Amazon

O problema de avaliações falsas de produtos vendidos na Amazon se arrasta há tempos e envolve de bots à própria empresa, que envia produtos de graça em troca de resenhas (o programa Vine). A ironia: é exatamente esta a tática que grupos no Facebook estão usando para recrutar pessoas dispostas a recomendar o que quer que seja na plataforma de e-commerce. Mesmo ciente do problema, a rede de Mark Zuckerberg ainda não conseguiu acabar com o negócio de venda de estrelas.

A pressão agora vem da organização Which?, que trabalha em prol dos direitos dos consumidores no Reino Unido. E ela não está sozinha: em junho, a Competition and Markets Authority (CMA) também pressionou o Facebook a investigar a venda de avaliações falsas.

A grita foi fundamentada por uma investigação levada a cabo pela Which?: membros da organização se infiltraram em dez grupos de recrutadores na rede social em busca de informações de como eles agem. Em um mês, foram postadas 55 mil ofertas de brindes para quem se dispusesse a falar bem do produto na Amazon.

“É muito preocupante que o Facebook ainda permita que clientes sejam expostos a produtos de baixa qualidade ou inseguros impulsionados por avaliações enganosas e falsas”, disse a chefe de Produtos da Wich?, Natalie Hitchins. Segundo ela, a rede social deve ser “mais proativa” no combate a esses grupos.

(Fonte: Amazon/Reprodução)

Para o diretor sênior da CMA George Lusty, é “inaceitável” que recrutadores continuem usando a rede social. “O Facebook deve tomar medidas efetivas para lidar com o problema, removendo rapidamente esses grupos e impedindo-os de reaparecerem.”

A empresa se defendeu, dizendo não permitir que “pessoas usem [a rede social] para facilitar ou encorajar avaliações falsas”. Ela acrescentou já ter removido nove dos dez grupos denunciados pelo Wich?, e estar trabalhando para melhorar ferramentas e tecnologias usadas para detectar e banir quem encoraja e paga por resenhas positivas na plataforma de e-commerce.


Fonte: Tecmundo