Durante uma avaliação de prestação de serviços para um cliente de criptomoedas, especialistas em segurança virtual juntamente com a empresa Independent Security Evaluators (ISE), descobriram, por acaso, que um hacker (ou grupo de hackers) tem roubado milhões de dólares apenas decifrando chaves privadas de carteiras Ethereum geradas com baixo nível de segurança.
Eles examinaram várias chaves privadas fracas e perceberam que as carteiras associadas a elas estavam sendo esvaziadas. Para testar a “eficiência” do criminoso, eles resolveram enviar o equivalente a US$ 1 em ETH para uma das carteiras com chaves privadas fracas. O valor foi transferido para outra carteira imediatamente. Supõe-se que uma boa quantidade de dinheiro tenha sido roubada desta forma.
Em 13 de janeiro de 2018, a carteira do hacker tinha o saldo de 37.926 ETH avaliados em US$ 54,3 milhões, informaram os investigadores.
Possibilidades
Os especialistas do ISE não puderam determinar, com certeza, o que fez com que essas chaves privadas tenham sido geradas com níveis baixos de segurança, mas existem algumas explicações possíveis.
A primeira é que, talvez, um erro de codificação (seja do aplicativo da carteira, do sistema operacional ou até mesmo do hardware em execução) tenha truncado o que deveria ter sido uma chave mais longa. A segunda teoria diz que essas chaves privadas podem ter sido escolhidas pelos próprios usuários em vez geradas automaticamente.
O analista sênior de segurança do ISE Adrian Bednarek disse que a equipe não tem ideia de quem pode estar por trás dessas ações criminosas, mas que eles não descartam a possibilidade de ser uma atividade estatal — no caso, da Coreia do Norte, mas Bednarek reforça que isso é apenas uma suposição. De qualquer forma, caso uma nação estivesse atuando nestes furtos e decidissem realizar transferências de forma rastreável, ela se colocaria numa situação bem delicada.
Além disso, e infelizmente, o ISE não consegue identificar as carteiras associadas às chaves privadas fracas, mas apenas que elas estão sendo roubadas.
Fonte: Tecmundo
