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Leilão do 5G no Brasil será técnico e político, diz ministro

A implantação do 5G no Brasil não vai levar em conta somente os critérios técnicos relacionados às licitações públicas para a escolha dos fornecedores da tecnologia. O processo também passará por questões políticas, de acordo com declarações dadas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, na terça-feira (16).

Durante um webinar da Associação Comercial do Rio de Janeiro, o ministro disse que o presidente Jair Bolsonaro já definiu algumas diretrizes a respeito do assunto, optando por seguir o mesmo posicionamento tomado por outros países: “o mundo inteiro está repensando essas parcerias”, comentou.

Ele não mencionou quais seriam estes posicionamentos, mas provavelmente se referia às empresas chinesas, como a Huawei, que tem enfrentado resistência em vários países. A companhia foi banida dos Estados Unidos no ano passado, sob a alegação de espionagem por parte do governo de Donald Trump.

A tecnologia 5G promete várias melhorias para as conexões móveis.A tecnologia 5G promete várias melhorias para as conexões móveis.Fonte:  Freepik 

O ministro revelou ainda, durante a videoconferência, que a primeira reunião sobre o leilão do 5G já foi realizado. Do encontro, participaram o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Economia e o Gabinete de Segurança Institucional, segundo Braga Netto.

Maior número de participantes

Enquanto o governo confirma que não considerará apenas as questões técnicas na implantação da quinta geração da internet móvel, o presidente da Câmara Rodrigo Maia comentou, também ontem, que a concorrência para decidir a empresa fornecedora da estrutura da rede 5G no Brasil precisa ser aberto a quaisquer interessados.

Para o deputado do DEM-RJ, a presença dos chineses no leilão é importante, inclusive a Huawei, considerada uma das principais fornecedoras desta tecnologia no mundo.

A proposta de edital para o leilão do 5G já foi aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A previsão é de que ele ocorra ainda em 2020, com a oferta de quatro faixas de frequência: 700 MHz, 2,3 GHz, 26 GHz e 3,5 GHz.


Fonte: Tecmundo