No ano passado, a paralisação em massa de funcionários do Google se tornou notícia mundial e, agora, um dos organizadores anunciou que está deixando a empresa por ser vítima de retaliações.
Claire Stapleton era uma das principais lideranças à frente do movimento que gerou protestos e uma greve que reuniu 20.000 funcionários contra as alegações de assédio sexual ocorridas dentro da empresa que não contaram com a devida retaliação por parte da gigante de Mountain View.
A ação contra o Google ganhou apoio de funcionários em diversos países, além de pessoas importante do próprio meio. Além de Claire, outro organizador também afirmou que as retaliações de fato estavam acontecendo por parte da empresa e que um exemplo disso é que o setor administrativo tentou mudar suas funções.
Essa semana, Stapleton decidiu anunciar oficialmente sua saída do Google por meio de uma publicação no Medium. No post, ela deixa claro que os primeiros anos de atuação na empresa foram muito intensos e positivos, mas que tudo começou a mudar no ano de 2017.
Sobre esse ponto, ela comenta que controvérsias e debates sempre existiram na parte interna, mas os temas mais complexos e situações difíceis começaram a tomar proporções cada vez maiores e a maneira como a própria liderança tratava essas questões parecia ser ineficiente, chata e menos satisfatória.
Protestos contra as retaliações
No último mês, outro protesto foi realizado reunindo centenas de pessoas, mas desta vez o motivo foram as supostas retaliações pelo Google. Por outro lado, a companhia chegou a se manifestar apontando que qualquer tipo de alteração na posição de seus colaboradores nada tinham a ver com retaliações.
Meredith Whittaker, outra personagem importante para a organização das manifestações, se manifestou por meio de seu perfil no Twitter e fez um comentário destacando que tudo isso parece indicar que a empresa quer impedir o movimento, mas que as coisas não funcionam desse jeito.
A Google se manifestou sobre a saída de Claire por meio de um porta-voz e agradeceu a participação dela na empresa, mas fez questão de destacar que não tolera retaliações e que, após as investigações internas, não foram encontradas evidências das acusações que estavam sendo feitas nos protestos.
Fonte: Tecmundo