Elizabeth Warren é uma senadora dos EUA, e uma das possíveis candidatas do Partido Democrata na eleição presidencial de 2020. Em seu Medium, ela propôs uma série de regulamentações para empresas de tecnologia, como a Amazon, o Facebook e o Google.
Warren argumenta que o crescimento rápido e grande de companhias do ramo criou monopólios, matando negócios menores que tentaram investir em produtos similares. Para sustentar seu ponto, a senadora aponta que 70% do tráfego total da internet está nas mãos do Google e do Facebook, além de metade do mercado de e-commerce pertencer à Amazon.
Além disso, ela demonstra que os monopólios são formados através de fusões (como a compra do WhatsApp e do Instagram pela empresa de Mark Zuckerberg), e pela venda de produtos sendo feita ao mesmo tempo em que a plataforma inaugura um espaço de marketplace, como acontece na Amazon.
Para suas propostas de regulamentação, Elizabeth Warren propôs a divisão das empresas de tecnologia em duas categorias. As empresas que faturam mais de US$ 25 bilhões ao ano seriam proibidas de fazer a venda de produtos ao mesmo tempo em que oferecem um marketplace, além de ficar vetado o compartilhamento de dados dos usuários com empresas terceiras.
Já as empresas que faturam entre US$ 90 milhões e US$ 25 bilhões anualmente poderiam continuar operando normalmente, sem nenhuma nova regulamentação.
A senadora também propõe a reversão de compras feitas anteriormente e que, segundo a visão dela, formaram monopólios. A Amazon perderia a rede de supermercados WholeFoods, o Facebook ficaria sem o WhatsApp e o Instagram, e o Google teria de devolver o Waze.
Em seu texto, Warren aponta que para os usuários e consumidores, nada mudaria, já que as “plataformas utilitárias” continuariam a existir sem problema algum, mas aponta que, mercadologicamente, empresas de pequeno e médio porte teriam mais chance de prosperar em uma indústria dominada por alguns poucos players.
O impacto na Amazon no varejo pode ser visto mundo afora, principalmente no mercado editorial. Com grandes descontos em livros, a gigante acabou com diversas livrarias, em diversos países. Em 2013, o governo francês impediu que a empresa desse grandes descontos aos consumidores, apontando uma competição injusta com negócios menores.
Warren criou uma petição para angariar apoiadores de suas propostas.
Fonte: Jovem Nerd