Todo ano, amigos se reúnem para ver quem acerta o vencedor da maior premiação do cinema nos tradicionais bolões do Oscar. Ben Zauzmer, um matemático formado em Harvard, decidiu ir além para ajudar nessa previsão. O estatístico que atualmente trabalha no time de basebol Los Angeles Dodgers criou um algoritmo para demonstrar a probabilidade que cada filme tem de ganhar nas respectivas categorias.
Zauzmer faz esses levantamentos anualmente com patrocínio do The Hollywood Reporter e do New York Times. Normalmente ele tem uma boa precisão: na última edição do Oscar, o cálculo acertou 20 das 21 categorias, incluindo o prêmio principal para A Forma da Água — que liderava com 36,1% de chances de ganhar.
Para formular esse algoritmo, ele usou dados e estatísticas de vários lugares, como prêmios do sindicado (que tradicionalmente são os grandes termômetros do Oscar), número de indicações e mercados de apostas. Essas estáticas combinadas resultaram em um favoritismo de Roma, o novo filme de Alfonso Cuarón, com Infiltrado na Klan e Green Book: O Guia correndo pela tangente.
O filme em preto e branco publicado pela Netflix tem 32,6% de chance, o que é menos do que os líderes dos anos anteriores. O número de filmes com porcentagens próximas nesse meio também é muito maior do que em anos anteriores — mostrando que o Oscar desse ano está sem favoritismo e tem múltiplas forças e azarões.
Nas categorias de atuação, Rami Malek (74%) e Glenn Close (65%) despontam com folga para vencer. Uma categoria quase decidida é a de ator coadjuvante: Mahershala Ali venceu todos os prêmios dos sindicatos e tem impressionantes 89% no algoritmo.
Confira as porcentagens do algoritmo:
Melhor filme

Melhor ator

Melhor atriz

Melhor roteiro original

Roteiro adaptado

Ator coadjuvante

Atriz coadjuvante

Outras categorias como animação, fotografia, documentário, trilha sonora e filme estrangeiro vão ser divulgadas no perfil do matemático ainda esta semana — acompanhe ele.
Fonte: Jovem Nerd